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Chapa 20 vence pesquisa eleitoral para a direção da FE

Texto: Coryntho Baldez

Com 39,07% dos votos, a chapa 20 (Educação e Justiça Social), liderada pela professora Maria Muanis e pelo professor Thiago Ranniery, venceu no primeiro turno a pesquisa eleitoral para a escolha do diretor e do vice-diretor da Faculdade de Educação. O mandato da nova gestão começa em dezembro de 2019 e vai até dezembro de 2023.

A chapa 08 (Conexões e Redes Democráticas), composta pelas professoras Elaine Pereira e Sandra Cordeiro de Melo, ficou em segundo lugar, com 17,33% dos votos.  Já a chapa 09 (Educação! Culturas! Inclusão!), encabeçada pela professora Mônica Pereira e pelo professor Rodrigo Batalha, obteve 4,99% e ficou em terceiro.

Do total de 531 votos, a chapa 20 conquistou 345, sendo 257 de estudantes, 73 de docentes e 15 de técnicos-administrativos. Dos 112 votos da chapa 08, 83 foram de estudantes, 17 de docentes, e 12 de técnicos-administrativos. Já a chapa 09 teve 54 votos: 44 de estudantes, 8 de docentes e 2 de técnicos-administrativos. Foram contabilizados ainda 18 votos em branco e 2 nulos.

Realizada nos dias 5 e 6 de novembro, a eleição seguiu o princípio da ponderação paritária, com peso final de 1/3 para docentes, técnicos-administrativos e estudantes.

Cumprindo uma tradição democrática, a Congregação da Faculdade de Educação, que se reuniu ontem (12/11), respeitou o resultado das urnas e homologou o resultado da pesquisa eleitoral.

Para mais informações, acesse o relatório completo do processo eleitoral elaborado pela Comissão Organizadora.

Trajetórias dos eleitos

Maria Muanis – Formada em Pedagogia pela PUC-Rio, a diretora eleita da FE/UFRJ, Maria Muanis, é professora adjunta da Faculdade de Educação desde 2014. Doutora em Sociologia pelo Instituto de Estudos Sociais e Políticos (Iesp/Uerj) – sucessor do antigo Iuperj –, foi coordenadora do curso de Pedagogia da UFRJ em 2018 e 2019, tendo se licenciado para disputar a eleição. É, também, representante da FE no Complexo de Formação de Professores e pesquisadora do Laboratório de Pesquisa em Oportunidades Educacionais – LaPOpE, onde investiga temas como as desigualdades educacionais e a relação entre família e escola na educação infantil.

Thiago Ranniery – Licenciado em Ciências Biológicas pela Universidade Federal de Sergipe (UFS), o vice-diretor eleito da FE/UFRJ, Thiago Ranniery, é doutor em Educação pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). Ingressou na UFRJ em 2015 e, hoje, atua como professor do Programa de Pós-graduação em Educação da FE. Foi Chefe do Departamento de Didática (2018-2019) e coordenador de Estágios dos cursos de Licenciatura da UFRJ (2016-2018). Também é membro da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (ANPED) e desenvolve estudos na área de Currículo, com produção acadêmica voltada para os estudos queers pós-coloniais e decoloniais, estudos da performance e da performatividade, teoria do afeto, gênero, sexualidade e diferença.

Alfabetização e diversidades nos modos de aprender e de ensinar

27 de novembro
Horário 8h às 17h
Local: Auditório Pedro Calmon

Programação

8h às 9h – Credenciamento

9h às 10h30 – Painel de abertura
I – Políticas Públicas de Alfabetização
II – Currículo e Avaliação da Aprendizagem na Alfabetização

10h30 às 12h – Apresentações

12h às 13h30 – Almoço

13h30 às 15h – Apresentações

15h às 16h30 – Painel de Encerramento
III – FOrmação Inicial e Continuada do Professor Alfabetizador
IV – Diversidades, Alfabetização e Inclusão

16h30 às 17 – Considerações Finais

“O Brasil precisa respeitar o outro”, diz nova professora emérita da Faculdade de Educação

 

Foto: Pixabay

Texto: Coryntho Baldez

Neta de refugiados da perseguição contra judeus na Europa do início do século XX, Ana Ivenicki se formou em Ciências Biológicas na UFRJ em 1979.

De lá para cá, fez carreira acadêmica na área da educação. Tornou-se professora da UFRJ em 1997 e se dedicou à pesquisa em Multiculturalismo. A origem familiar ajudou-a a entender o outro e a respeitar a diversidade.

Professora titular da Faculdade de Educação (FE) há três anos, Ana Ivenicki foi aclamada professora emérita da UFRJ na sessão de 27 de junho do Conselho Universitário (Consuni).  “Foi o coroamento da minha carreira e fiquei muito emocionada na ocasião”, revela.

A sessão oficial de entrega do título será nesta quinta-feira (10/10), às 16h, no Salão Pedro Calmon, no Palácio Universitário, na Praia Vermelha.

Nesta entrevista ao Setor de Cultura, Comunicação e Divulgação Científica e Cultural (Secult) da Faculdade de Educação (FE), ela fala sobre a sua trajetória acadêmica e defende os estudos multiculturais em um país com a dimensão e a pluralidade do Brasil.

Exalta, ainda, a criação do Complexo de Formação de Professores da UFRJ. Em um contexto de políticas “neoconservadoras” em várias áreas e que atingem a educação, classificou a iniciativa como “muito importante”.

Secult – Fale um pouco sobre a sua trajetória e em que momento decidiu se dedicar à área da educação?

Ana Ivenicki – Parece um clichê, mas sempre gostei da ideia de ser professora. Fiz a licenciatura na UFRJ em Ciências Biológicas e, pelo modelo da época, cursei três anos de conteúdo específico no Fundão e mais um ano de disciplinas pedagógicas na Praia Vermelha. E acabei me apaixonando pelas aulas na Faculdade de Educação e também pela arquitetura do prédio do Palácio Universitário.

Secult – Foi então que decidiu pela carreira acadêmica?

Ana Ivenicki – Sim, fiz o mestrado em educação pela PUC-Rio e o Doutorado pela Universidade de Glasgow, na Escócia e enveredei pela área da educação. O conteúdo específico de Biologia foi ficando para trás.

Secult – Essa escolha teve influência familiar? As suas origens e a formação em casa tiveram algum papel em sua trajetória acadêmica?

Ana Ivenicki – Engraçado, não teve, apesar de minha mãe ter sido professora de inglês e o meu pai de hebraico. E a minha origem familiar é diversificada. Meu avô materno era libanês e a avó materna egípcia. E meu avô paterno era russo e a avó polonesa…

Secult – Então, os seus estudos sobre Multiculturalismo tiveram ao menos uma inspiração familiar?

Ana Ivenicki – Aí possivelmente sim, pela minha formação de vida como neta de imigrantes refugiados, que abandonaram as suas terras durante I Guerra Mundial devido às perseguições aos judeus. Na Rússia, por exemplo, havia muitos pogroms [perseguição em massa de grupos étnicos]. Isso tudo me fez entender como é a gente se sentir o outro.

Secult – Essa ideia foi se consolidando aos poucos?

Ana Ivenicki – Se consolidou quando comecei a cursar o mestrado e passei a gostar da literatura sobre oprimidos e a estudar a educação para a justiça social. Mas foi apenas no doutorado que a educação multicultural virou para mim um objeto acadêmico. É uma educação que valoriza a diversidade e desafia preconceitos.

Secult – E qual a importância desses estudos multiculturais em um país como o Brasil?

Ana Ivenicki – O Brasil é um país multicultural por excelência porque foi formado na diversidade. Tínhamos os povos indígenas, os europeus conquistadores, várias levas de imigrantes japoneses, italianos, e as imigrações forçadas de africanos.  E temos muitos refugiados. Até certo tempo atrás, o Brasil não se reconhecia como um país de imigrantes. Mas isso já acontece. Temos hoje imigrantes sírios, venezuelanos. Então, a importância de desafiarmos o preconceito é cada vez maior. Não só com relação ao imigrante, mas àquele que é percebido como o outro.

Secult – Essa é uma perspectiva que envolve outras abordagens?

Ana Ivenicki – Sim, por exemplo, a questão racial e a questão da homofobia. A abordagem multicultural é muito importante para um país da dimensão do nosso, com essa pluralidade. Considero que a educação e, mais especificamente, a formação de professores, é um palco essencial nessa luta para respeitar o outro. Isto porque é a diversidade que nos enriquece.

Secult – Qual o papel da escola pública no enfrentamento de situações de exclusão, de conflitos culturais e de preconceito contra grupos sociais ou raciais?

Ana Ivenicki – É uma pergunta importante. A escola pública nossa é de qualidade. Nas minhas palestras e em programas de formação continuada, tenho visitado muitas escolas. O que vejo é um trabalho de muita dedicação e qualidade. Existem projetos maravilhosos, de perspectiva plural, com crianças que vêm, por exemplo, de comunidades onde a violência predomina. Então, a escola pública é o espaço da diversidade, e o seu papel para ampliar o discurso do respeito ao outro é central.

Secult – Os projetos e ações nas escolas, apesar de importantes, esbarram hoje muitas vezes em políticas conservadoras, de viés misógino ou homofóbico, por exemplo.  Como enfrentar essa situação?

Ana Ivenicki – Sim, esse é um ponto importante. Uma coisa é desenvolver projetos curriculares multiculturais nas escolas públicas com o apoio de políticas macro. Outra é desenvolver esses projetos contra a maré. Infelizmente, não apenas o Brasil, mas o mundo está entre tensões. E existem perspectivas herméticas ao que é indiscutível. A diversidade está aí, não dá para fechar os olhos. A escola pública recebe crianças criadas por casais homossexuais, por exemplo. Não há como impor um padrão único de comportamento. Temos que continuar com os nossos projetos. Ainda temos instituições democráticas e movimentos sociais fortes, no Brasil e no mundo, que podem impor um revés a essa perspectiva conservadora. Não há mal que sempre dure.

Secult – E qual a sua avaliação sobre o Complexo de Formação de Professores da UFRJ, que defende a aproximação da universidade com a escola pública?

Ana Ivenicki – Eu creio que a universidade, ao fazer parcerias com a rede pública de ensino, com as secretarias de educação, e promover educação continuada, ela está realmente articulando a teoria ao chão da escola. É aí que vamos ver a importância de um currículo multicultural. E gostaria de aproveitar essa oportunidade para parabenizar toda a equipe que está envolvida no projeto do Complexo, os professores e a direção da Faculdade de Educação. A iniciativa é muito importante, especialmente em um contexto em que macropolíticas neoconservadoras estão impondo uma agenda contrária a uma realidade que é multicultural.

Secult – E de que modo as ações do Complexo podem fazer diferença?  

Ana Ivenicki – Quanto mais a nossa ação for coletiva e em rede, e não esparsa e individual, mais teremos a probabilidade de sucesso para que as macropolíticas levem em conta a realidade brasileira. Creio que o Complexo tem grande importância porque valoriza as escolas. É a universidade fazendo o diálogo entre teoria e prática e prática e teoria, e não se fechando em uma torre de marfim. Isso contribui não só para a formação continuada dos professores da rede pública como também dos estudantes de licenciatura e nós mesmos, como professores formadores. O Complexo expressa o compromisso social da universidade, que se dá por um ensino de qualidade, pela pesquisa que faz avançar o conhecimento e pela articulação com a sociedade por meio da extensão.

Seminário debate desafios da formação na escola pública

A exposição de bordados foi uma atração do seminário. As peças foram feitas por docentes da rede básica em homenagem aos professores que marcaram a sua vida. Foto: Coryntho Baldez

Texto: Coryntho Baldez

No centenário prédio da Escola de Formação Paulo Freire, no Centro, o Complexo de Formação de Professores (CFP) da UFRJ realizou no dia 24/9 – em parceria com a Secretaria Municipal de Educação do Rio – o II Seminário A Escola como Espaço de Formação. O evento contou com a presença de diretores, coordenadores pedagógicos e professores de 19 escolas da rede pública.

Após acolhedora recepção, com direito a café da manhã e piano ao vivo, os presentes se dividiram em grupos de trabalho para discutir as potencialidades e as perspectivas da escola pública como importante lócus para a formação de professores.

Tempo para formação é escasso

A necessidade de integrar os profissionais da educação e uma maior compatibilização entre o “tempo em sala de aula” e o “tempo de formação” foram sugestões unânimes feitas pelos grupos. Houve ainda outro consenso: as soluções para os problemas pedagógicos não podem ser genéricas, mas norteadas pela realidade social e cultural de cada escola.

“Os nossos professores devem ter um horário específico para a formação que não concorra com a carga letiva”, disse Geisi Nicolau, pedagoga e diretora do Centro Municipal de Referência de Educação de Jovens e Adultos (Creja), escola-piloto do CFP.

Para Geisi, o Complexo ajudará a rede pública a superar os dilemas cotidianos que enfrenta no campo da formação docente: “A valorização do diálogo entre a universidade e a escola é importante para encontrarmos soluções conjuntas para os desafios que temos no dia a dia”.

O objetivo da universidade, de fato, não é ir à escola para oferecer respostas prontas, reforçou Claudia Iglesias Ribeiro, do suporte estratégico do CFP. “Não há saber superior e esse tipo de seminário expressa o nosso importante princípio da horizontalidade”, frisou a Técnica em Assuntos Educacionais da UFRJ.

Claudia Iglesias coordenou o debate dos grupos de trabalho. Foto: Coryntho Baldez

Claudia também concordou com a diretora do Creja de que o tempo do professor para se dedicar à formação continuada é escasso, especialmente daqueles que possuem duas matriculas na rede pública. “Descobrir esse tempo precisa depender menos de inciativas pessoais e mais do planejamento do poder público”, destacou.

Em outra atividade do encontro, Graça Reis, vice-diretora do Colégio de Aplicação (CAp) da UFRJ, fez uma apresentação intitulada Docência nos Fios da Memória.

Trata-se de uma iniciativa pela qual o profissional da rede básica, por meio da arte do bordado, tece literalmente um tributo ao professor que marcou a sua trajetória de vida.

A ideia da homenagem surgiu, segundo Graça, em razão do atual “massacre” à docência, que convive com a precarização e ainda sofre acusações infundadas de doutrinação de estudantes.

O resultado do trabalho foi apresentado por meio de uma exposição com 80 bordados, que enfeitou os corredores da imponente edificação da Escola Paulo Freire.

Graça Reis apresentou o projeto Docência nos Fios da Memória. Foto: Coryntho Baldez

Assustando as estruturas de poder

Em seguida, na palestra Formação – Do que Estamos Falando?, Carmen Gabriel, diretora da Faculdade de Educação (FE) e coordenadora do Complexo, ressaltou que, embora a proposta de aproximar escola e universidade não seja nova, a ambição de transformá-la em política sistemática e de largo alcance é sua força diferencial.

“A aproximação desses dois espaços só acontecerá com articulação, pertencimento e engajamento de todos nós, em todos os níveis”, sustentou.

Além da conexão entre os “territórios” acadêmico e escolar, a professora titular da FE também apontou como essencial a articulação entre formação inicial e continuada e entre sujeitos e saberes.

Por isso, acrescentou Carmen, a ideia da horizontalidade – “que assusta algumas estruturas de poder na academia e nas secretarias de educação” – é tão cara ao projeto do Complexo.

O que se busca questionar por meio desse princípio, segundo ela, são algumas hierarquizações cristalizadas, como a que supostamente existe entre saberes que, na verdade, são apenas distintos. “Por isso, não temos receita pronta”, frisou.

No seminário, Carmen Gabriel fez uma palestra intitulada Formação – Do que Estamos Falando? Foto: Coryntho Baldez

A pesquisadora disse, ainda, que o grande desafio do Complexo é consolidar a ideia de ‘casa comum’ e criar coletivamente as regras para o seu funcionamento, com a participação de todos os sujeitos. “Queremos fazer uma política com vocês, não para vocês”, arrematou.

O papel do afeto na inclusão de alunos

No seminário, também houve relatos de experiências de formação e espaço para reflexão sobre o professor-pesquisador.

Deise Guilhermina, por exemplo, vivenciou o processo de inclusão de 30 alunos portadores de necessidades educativas especiais na Escola Maria Baptistina Duffles Teixeira Lott, em Vista Alegre. Ela voltou a dar aulas lá em 2018, após quatro anos afastada para cursar Doutorado em Educação pela Universidade Federal Fluminense (UFF).

Deise contou que o “belíssimo trabalho” desenvolvido pelos professores teve o apoio decisivo da Agente de Apoio à Educação Especial. “Aprendi com os relatos e experiências dos demais colegas assim como com a equipe de direção”, disse.

Marcou-a, especialmente, uma conversa com a diretora-adjunta da escola, que, segundo ela, “creditou o sucesso do trabalho ao entrosamento com as professoras das salas de recursos que atendem os alunos e à coesão do grupo”.

Deise acrescentou que um dos principais ingredientes do êxito da escola – “não só no que se refere à inclusão, mas em todas as propostas que desenvolve” – é o afeto.

“A escola desenvolve uma prática pedagógica marcada pela afetividade e a dialogicidade, como propõe Paulo Freire”, completou.

Daniel de Oliveira e Deise Guilhermina fizeram relatos de experiências e refletiram sobre o papel do professor-pesquisador. Foto: Coryntho Baldez

Diálogo para pensar a prática

Já Daniel de Oliveira, coordenador pedagógico do Centro Municipal de Referência de Educação de Jovens e Adultos (Creja), disse que ser professor-pesquisador significa assumir uma postura investigativa sobre a própria prática docente.

“É preciso desnaturalizar os saberes e fazeres a partir de um movimento de reflexão sobre a ação docente, sobre o que nos desafia e instiga no cotidiano”, observou. Esse movimento, segundo ele, pressupõe um tempo para viver e pensar sobre a experiência e também, quando possível, o diálogo entre pares.

É o diálogo, para Oliveira, “que possibilita o compartilhamento de experiências e que outros olhares ajudem a problematizar a prática, ou seja, a pensar sobre as trajetórias de formação e os fundamentos que utilizamos para dar base ao nosso fazer docente”.

Complexo qualifica espaço da escola

Márcio da Costa, diretor da Escola Paulo Freire e professor de Sociologia da Educação da UFRJ, elogiou o seminário e a iniciativa de criar o Complexo. Há alguns anos, ele costumava dizer que a UFRJ precisava “criar uma Coppe” – o instituto de excelência em Engenharia da Universidade – na área da educação.

“É uma tarefa muito importante para ficar restrita a uma unidade. Assim como aconteceu com a engenharia, a educação precisa ganhar um espaço de formação denso e de qualidade”, frisou.

O Complexo, diz ele, poderá ser capaz de congregar pessoas de várias unidades que têm preocupação com as questões referentes à formação de professores, tanto no âmbito da docência como da pesquisa.

Morgana Rezende, gerente da Equipe de Formação Inicial da Escola Paulo Freire, avaliou que o seminário é importante porque, para ela, o professor se constitui na escola e, muitas vezes, não se vê representado na produção acadêmica.

“Considero que essa conexão da universidade com a rede pública, como propõe o Complexo, transforma a escola em espaço qualificado e aproxima teoria e prática na área educacional”, afirmou.

Maria Eny: “O Complexo permite refletir sobre capacitação de professores e planejamento”. Foto: Coryntho Baldez

Já Maria Eny, diretora da escola municipal Paraguai, em Marechal Hermes, salientou que o CFP dá vez e voz aos atores participantes do processo educacional.

“A partir dessa iniciativa, tanto a universidade como a escola básica estão refletindo sobre os caminhos da capacitação de professores, do planejamento e do projeto político-pedagógico”, destacou.

Ela assinalou, ainda, que o evento proporcionou o estreitamento dos laços da universidade com e escola e a troca de experiências entre todos os sujeitos. “Como disse Vygotsky, na ausência do outro, o homem não se constrói”, concluiu.

O próximo seminário ocorrerá em fevereiro de 2020, mas o dia ainda depende do calendário escolar da Prefeitura.