Defesa da tese O ENSINO DA LÍNGUA PORTUGUESA E AS PRÁTICAS DE LETRAMENTO EM ESCOLAS POLO PARA ALUNOS SURDOS


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Defesa da tese O ENSINO DA LÍNGUA PORTUGUESA E AS PRÁTICAS DE LETRAMENTO EM ESCOLAS POLO PARA ALUNOS SURDOS, de autoria de Simone D’Avila Almeida, dia 20/03/2020, na Sala 242 – FE.

O tema da educação de surdos tem recebido maior atenção nos debates contemporâneos na área de Educação A preocupação com o modelo praticado, seja em escolas bilíngues para surdos, classes bilíngues em escolas com perspectiva inclusiva, ou mesmo em classes regulares, tem sido alvo de vários debates, publicações e pesquisas. No tocante à educação de surdos, e mais especificamente no que concerne ao ensino da Língua Portuguesa para esses alunos, o número de pesquisas realizadas tem se mostrado insuficiente, principalmente em relação à perspectiva de letramento (SOARES, 2004). A proposta de pesquisa aqui relatada tem como foco analisar as práticas pedagógicas utilizadas para o ensino da Língua Portuguesa como L2, utilizadas em duas escolas polo de atendimento de alunos surdos da rede pública de ensino do Município de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, no Estado do Rio de Janeiro. Para tanto, investigaremos as práticas dos professores de Língua Portuguesa (classe regular), professores das classes bilíngues (composta apenas por alunos surdos) e os professores do AEE, cujo atendimento é realizado nas salas de recursos multifuncionais. Como referencial teórico, utilizaremos os estudos de Bakhtin (2003; 1997) e Vygotsky (1989; 1998; 2000), dando ênfase ao processo de letramento mediado pela linguagem. Para a realização da investigação, adotamos o Estudo de Caso como proposta metodológica, utilizando como instrumentos de construção de dados a análise documental e a entrevista semiestruturada. Foram realizadas doze entrevistas com professores que atuam no ensino de Língua Portuguesa, em 2018. Os dados produzidos foram sistematizados através da Análise de Conteúdo, de Bardin. A pesquisa conclui que a concepção individual de letramento influencia diretamente as práticas pedagógicas utilizadas pelos professores e consequentemente o processo de ensino e aprendizagem da Língua Portuguesa como L2 para alunos surdos. Concluímos também que a escolarização de alunos surdos deve estar pautada no ensino em Libras e no processo de aquisição e desenvolvimento da Língua Portuguesa, em sua modalidade escrita, e que as práticas destinadas para esses fins precisam ter como foco o desenvolvimento da leitura, interpretação e produção dos diferentes gêneros textuais.

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