Defesa da tese AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM EM CONTEXTO DE AVALIAÇÕES EXTERNAS: UM ESTUDO SOBRE AS PROVAS BIMESTRAIS DO RIO DE JANEIRO


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Defesa da tese AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM EM CONTEXTO DE AVALIAÇÕES EXTERNAS: UM ESTUDO SOBRE AS PROVAS BIMESTRAIS DO RIO DE JANEIRO, de autoria de Andréa Baptista de Almeida, dia 19/03/2020, NEPP – DH, às 9h00.

A proposta dessa tese é contribuir para o debate sobre a avaliação da aprendizagem em um contexto de avaliações externas. A pesquisa mapeou as percepções e ações de professores da rede municipal do Rio de Janeiro no ano de 2018, tendo como foco a política de avaliação adotada no município, em especial as Provas Bimestrais. Nosso objetivo era verificar a ocorrência de influência das Provas Bimestrais aplicadas na rede municipal do Rio de Janeiro na prática docente, especificamente em relação às práticas avaliativas e ao uso dos resultados das avaliações para (re)planejamento pedagógico. Pela análise das entrevistas e da observação, verificamos que as percepções dos professores sobre as Provas Bimestrais são mais favoráveis do que acerca das avaliações externas, embora os professores tenham feito ressalvas quanto ao formato de questões de múltipla escolha e nível de dificuldade. Verificamos, também, dissonância entre o modelo de avaliação presente no ideário docente e sua prática efetiva. Quanto à influência exercida, notamos que as Provas Bimestrais não exerceram influência diretamente sobre os instrumentos de avaliação, conquanto tenham exercido influência na prática dos professores quanto ao direcionamento do currículo, em função do uso dos Cadernos Pedagógicos. Apesar desse fato, notamos um movimento para transpor esses conteúdos. Foram encontradas práticas de treinamento para as Provas através de simulados e revisão de conteúdo.Essa pesquisa considera as Provas Bimestrais como um modelo híbrido de avaliação, uma vez que possuíam características de avaliação externa – prova padronizada, com questões de múltipla escolha e cartão-resposta, oriundas da SME – e de avaliação interna ou da aprendizagem, com a aplicação e correção efetuadas pelo professor regente da turma. Dessa forma, seus resultados poderiam informar tanto aos gestores escolar e municipal para geração ou aprimoramento de políticas públicas, como fornecer informações aos professores sobre o nível de aprendizagem de seus alunos.Ao investigar as Provas Bimestrais como modelo híbrido de avaliação, constatamos que, em virtude da falta de uso sistematizado dos resultados como subsídios para o trabalho pedagógico da escola, essas não cumpriam seu papel de avaliação híbrida. Da mesma forma, no que diz respeito aos resultados por turma ou escola, os resultados enviados à SME-RJ como subsídios para políticas públicas na área de educação não eram considerados fidedignos.

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