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Complexo e escola básica reforçam elo para formar professores

Texto: Coryntho Baldez

Ilustração: Rodrigo Rocha

Mesmo com os entraves às atividades acadêmicas impostos pela pandemia, o projeto inovador da UFRJ no campo da formação docente avançou para uma nova etapa na virada do ano.

O Complexo de Formação de Professores (CFP) celebrou convênio com a Secretaria Municipal de Educação (SME) do Rio de Janeiro, em 30/12/2020, para fortalecer a formação de professores da rede básica e valorizar a carreira docente.

 

Amadurecida em longo processo de diálogo com a rede pública municipal, a parceria promoverá um conjunto de ações articuladas de formação inicial e continuada, que serão discutidas e planejadas coletivamente entre a Universidade e as chamadas escolas parceiras.

 

O acordo de cooperação configura um marco estratégico para o Complexo, segundo Carmen Gabriel, coordenadora do CFP. “É a formalização de uma parceria que constitui a alma do Complexo, que só tem sentido se estabelecer articulações orgânicas e estáveis com as escolas da educação básica”.

 

Para a professora titular da Faculdade de Educação (FE) da UFRJ, o convênio propicia a crescente institucionalização das relações com as instâncias vinculadas ao ensino básico. E favorece, ainda, a consolidação de um “terceiro espaço” – que reúne universidade e escola em permanente diálogo e interação – com vários tipos de ações formativas.

 

“O que gostaríamos é justamente que esse espaço tenha uma visibilidade maior dos sujeitos que dele participam e das iniciativas desenvolvidas. A nossa cartografia dos percursos formativos, certamente, dará essa visibilidade”, assinalou.

Além disso, ela confia que a parceria permitirá operacionalizar os princípios vitais do Complexo: a horizontalidade, a integração e a pluralidade.

“Professor é formado no chão da escola”

 

A reitora da UFRJ, Denise Pires de Carvalho, disse que o convênio “muito nos orgulha’ porque representa mais um passo do Complexo em direção ao que classificou como o seu principal objetivo: “uma maior articulação entre o ensino superior e o ensino básico no nosso estado”.

 

Com a parceria, ela acredita que a UFRJ e a rede municipal vão aperfeiçoar a formação de professores no ensino básico e permitir aos educadores novas experiências formativas para o exercício do magistério, “seja no Rio de Janeiro ou em outras regiões do país, caso migrem para outros estados”.

Em poucas palavras, Denise procurou resumir a essência da concepção de formação que norteia o convênio: “O melhor professor é aquele formado no chão da escola, porque é ensinando que se aprende a ensinar”.

Para o ex-reitor Roberto Leher, em cuja gestão o Conselho Universitário (Consuni) aprovou por unanimidade a criação do CFP, a assinatura do convênio com a SME é motivo de alegria e boas projeções para o futuro da educação pública brasileira. “A UFRJ está inovando de maneira muito virtuosa o processo de formação de professores em nosso país”, frisou.

Para realçar a importância de uma universidade pública do porte da UFRJ assumir o protagonismo no campo da formação de professores, Leher lembrou que grande parte dos novos licenciandos do Brasil está matriculada em instituições privadas com fins lucrativos.

“Hoje, existem cerca de 640 mil licenciandos em cursos à distância de instituições privadas. Um número imenso, considerando que as universidades federais têm um pouco mais de 1,1 milhão de matrículas”, comparou. 

Para Leher, a atuação articulada do Complexo junto à rede de institutos e universidades federais na formação de professores poderá fazer frente a “essa ofensiva mercantil sem precedentes na área educacional que ocorre no país”.

A representatividade das escolas parceiras

A assessora da Coordenadoria de Educação Básica da SME, Daniele Peres, acredita que o êxito da parceria entre educação básica e universidade possibilita promover “encaminhamentos e ações em prol da política de formação docente, seja inicial ou continuada”.

Ela afirmou que o convênio fortalece a escola como lócus de formação profissional do professor e demais atores desse espaço e lembrou que apenas seis unidades participaram do projeto piloto da SME com o Complexo, iniciado em 2018, e agora ampliado.

“Com a celebração do convênio, passamos para 48 escolas, que atendem à Educação Infantil [creche e pré-escola], ensino fundamental e EJA [Educação de Jovens e Adultos]”, explicou.

Com 29 anos de rede municipal, atuando como professora e em projetos de pesquisa e extensão, Daniele ressaltou ainda que todas as escolas que integram a parceria “têm representatividade nas onze Coordenadorias Regionais de Educação [CREs] da SME”.

Mas, além de unidades de todas as regiões da cidade, outros critérios para a escolha das escolas parceiras – construídos junto com a SME ao longo de três anos – foram levados em conta na elaboração do convênio, segundo a coordenadora do CFP. 

Entre eles, Carmen citou o desejo da escola de “vestir a camisa” do projeto, o histórico da relação com a UFRJ no campo da extensão, pesquisa e estágio, e a necessidade de reunir estabelecimentos de todos os níveis de ensino da rede, evitando qualquer sub-representação.

O convênio incluiu ainda os antigos ginásios vocacionais, um grupo de escolas considerado importante para a rede municipal, de acordo com a coordenadora do CFP.

Esses critérios, segundo ela, não são perenes e nada impede que, no decorrer do período do convênio, com prazo inicial de vigência de dois anos, outras escolas se tornem parceiras.

As escolas produzem saber pedagógico

Os docentes da escola parceira Escultor Leão Velloso, na Pavuna, estão muito esperançosos em relação ao convênio, de acordo com o diretor da unidade, Lenon Santiago Mendes.

O projeto do Complexo, afirmou, fomenta e consolida uma importante rede de troca de saberes e experiências. “O professor é um profissional em permanente processo de formação, já que sua prática precisa estar em conformidade com as transformações e demandas sociais que também se renovam constantemente no mundo”, observou.

No cargo há três anos, Santiago ressaltou que a valorização da sala de aula como espaço não só de reprodução, mas também de produção de conhecimento, é um caminho para ampliar a formação docente.

A escola, segundo ele, é um espaço potente de pesquisa-ação e reflexão sobre a atividade docente e, por isso, lócus importante de formação do professor, junto com a universidade.

Para Santiago, o saber pedagógico também se reproduz e se legitima dentro da escola, portanto, não tem como haver uma formação docente sólida sem valorizar saberes que são frutos dessas vivências.

“Caminhamos no sentido de que a formação do graduando seja mais holística e próxima das realidades vívidas nas unidades escolares”, analisou.

Ana Pollilo, diretora da escola Bolívar, no Engenho de Dentro, também elogiou a chance de cooperação mais estreita entre a universidade e a escola pública aberta pelo convênio.

“A proposta do convênio é a horizontalidade. Nesse caminho, há possibilidade de os laços se estreitarem de forma produtiva e se tornarem muito maiores, uma vez que todos são agentes de formação, informação e de produção de conhecimento”, afirmou.

Ela contou que, desde 2018, a escola vem conversando com a UFRJ e traçando, juntas, os caminhos e as possibilidades de ações formativas que se ajustam melhor ao perfil da unidade.

O projeto do Complexo, segundo Ana, respeita a identidade da escola, por meio não só da escuta ativa, como também da consulta à direção, coordenação e professores.

Além disso, incentiva a criação de novas ideias e o aprimoramento de propostas em execução. “Prova disso, foi a feira virtual de ciências, realizada em parceria com o Projeto Fundão Biologia”, exemplificou.

Por fim, a diretora da escola Bolívar, no cargo desde 2018, salientou que a formação docente no Brasil está distanciada da realidade e, de modo geral, é deficitária.

“Muitos profissionais se graduam e quando chegam às escolas e cursos para trabalhar acreditam que a universidade não os preparou para a docência”, constatou.

Para ela, a proposta do Complexo vai além do estágio regular exigido por lei, ao inserir acadêmicos no cotidiano escolar e proporcionar oficinas aos estudantes e atividades de formação aos professores da educação básica.

“Dessa maneira, práticas e teorias são vivenciadas, possibilitando o aprimoramento da educação básica e científica”, completou.

Ciclo de Conversas Artes, Educação e Culturas: Tensões e Desafios na Contemporaneidade Coordenação: “Saberes e Experiências na (da) Cidade: Arte, Cultura e Formação Docente”

Confira o evento de amanhã! Te esperamos lá!

A transmissão será feita ao vivo através do Facebook da FE amanhã, 27/10, às 19h.

Ciclo de Conversas Artes, Educação e Culturas: Tensões e Desafios na Contemporaneidade Coordenação.

Atividade do PMAP – Apoio à Monografia

Olá pessoal, como estão?

Estão prontos para o nosso próximo encontro de apoio à Monografia? Pois bem, neste encontro iremos abordar o tema: Intertextos: dados, tabelas, gráficos, entrevistas, mapas, quadros, figuras etc. 

Se você está iniciando a sua escrita, não pode perder! Todos esses assuntos irão nos auxiliar em nosso projeto final.

Nesta quinta (22/10) às 18h no link:

https://meet.google.com/rto-nriv-bno

Equipe do PMAP – Programa de Monitoria de Apoio Pedagógico

Atividade do PMAP – Apoio ao PLE

Olá pessoal, como estão?

Para a nossa atividade do PMAP teremos mais um encontro especial de Atendimento de Apoio Acadêmico no PLE. Não deixe de ir, pois as atividades estão chegando ao fim! Será mais um encontro muito acolhedor.

Esperamos por vocês nesta quarta-feira (21/10) às 18h.

Link: https://meet.google.com/noy-zybr-dmz  

Equipe do PMAP – Programa de Monitoria  de Apoio Pedagógico

 

 

PMAP aborda processo de escrita

Olá licenciandas (os),

Na próxima quinta-feira, 15/10, às 18 horas, estaremos dando continuidade às nossas atividades de Apoio à Monografia. 

Com um debate amplo e coletivo, estaremos abordando as perspectivas do Processo de escrita.

Acesse: https://meet.google.com/rto-nriv-bno  

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Equipe do PMAP – Programa de Monitoria de Apoio Pedagógico