Arquivo da categoria: Eventos da FE/UFRJ

Sessão de novembro do cineclube Pedagogias da Imagem

Exibição do filme Paterson (França, Alemanha e EUA, 2016), de Jim Jarmusch, seguida da palestra A poesia e a ideia de repetição em Jim Jarmusch, com Paulo Oneto (Doutor em Filosofia pela Université de Nice, França, e em Literatura Comparada pela University of Georgia, EUA. Professor da Escola de Comunicação da UFRJ

Dia 12/11, às 17h, no auditório Manoel Maurício/CFCH, Campus da Praia Vermelha, Avenida Pasteur, 250, Urca

PROEDES realiza debate e exposição sobre os 80 anos de criação da Faculdade Nacional de Filosofia

O Programa de Estudos e Documentação Educação e Sociedade (PROEDES/FE/UFRJ) convida a todos para um mergulho na história da Faculdade Nacional de Filosofia (FNFi). Criada em 1939, no âmbito da Universidade do Brasil, a FNFi incorporou cursos da antiga Universidade do Distrito Federal e se destinava, entre outros, a preparar universitários para o magistério e a realizar pesquisas em diversos campos do saber. Foi na FNFi que surgiram diferentes institutos, faculdades e uma escola que existem ainda hoje na estrutura da UFRJ: a Escola de Comunicação, as Faculdades de Educação e de Letras, e os Institutos de Biologia, de Física, de Geociências, de Filosofia e Ciências Sociais, de Matemática, de Psicologia e de Química. O Colégio de Aplicação da universidade também teve sua origem na FNFi.

Para lembrar as oito décadas do surgimento da antiga Faculdade, o PROEDES preparou dois eventos. No dia 04 de novembro, a partir das 14h, no Salão Moniz Aragão, acontecerá o Debate Os 80 anos de criação da FNFi: formação docente, ensino e pesquisa na UFRJ, que reunirá, em uma conversa, dois professores especialistas na história da FNFi: Luiz Antonio da Cunha e Marieta de Moraes Ferreira.

Após o debate, teremos a inauguração da Exposição Os 80 anos de criação da FNFi: fragmentos da ciência na UFRJ, no corredor do Anexo da Faculdade de Educação. Toda a documentação acumulada pela Faculdade Nacional de Filosofia está depositada no PROEDES e disponível para consulta. Uma amostra dessa documentação compõe a exposição, na tentativa de revelar o trabalho científico desenvolvido ao longo da existência da FNFi.

Ambos os eventos são gratuitos. Participe!

 

SERVIÇO:

 

EVENTO: Debate Os 80 anos de criação da FNFi: formação docente, ensino e pesquisa na UFRJ.

PARTICIPANTES: MARIETA DE MORAES FERREIRA (professora titular do Instituto de História da UFRJ) e LUIZ ANTONIO DA CUNHA (professor emérito da UFRJ; foi professor titular de Sociologia da Educação na UFF e de Educação Brasileira na UFRJ).

DATA E HORÁRIO: 04 de novembro de 2019, das 14h às 16h30min.

LOCAL: Salão Moniz Aragão. Fórum de Ciência e Cultura. Avenida Pasteur, nº 250. Palácio Universitário da Praia Vermelha. 2º andar.

ENTRADA FRANCA.

NÃO É NECESSÁRIO INSCRIÇÃO PRÉVIA.

 

EVENTO: Exposição Os 80 anos de criação da FNFi: fragmentos da ciência na UFRJ.

DATA E HORÁRIO: 04 a 08 de novembro de 2019.

LOCAL: Corredor do Anexo da Faculdade de Educação, em frente à sala do PROEDES (n.102). Avenida Pasteur, nº 250. Palácio Universitário da Praia Vermelha. 1º andar.

ENTRADA FRANCA.

NÃO É NECESSÁRIO INSCRIÇÃO PRÉVIA.

Exibição do filme “Elefante” + palestra com Cristiana Carneiro

Pedagogias da Imagem – cineclube da Faculdade de Educação da UFRJ.

Dia 20 de agosto de 2019.

Exibição de ‘Elefante’ (Elephant – E.U.A., 2003), de Gus Van Sant.

Seguido da palestra:

Adolescência hoje: qual o lugar para o mal-estar na escola?

Com a convidada:

Cristiana Carneiro
Doutora em Psicologia pela UFRJ.
Professora da Faculdade de Educação da UFRJ.
Coordenadora do Núcleo Interdisciplinar de Pesquisa na Infância e na Adolescência Contemporâneas (NIPIAC-UFRJ).

A primeira sessão do segundo semestre do Pedagogias da Imagem acontecerá em meio à Semana de Integração da Pedagogia. O filme ‘Elefante’, premiado com a Palma de Ouro em Cannes – e também com o prêmio de Melhor Diretor -, se reporta indiretamente ao massacre de Columbine e traz o cenário conflitivo entre jovens de uma escola em Portland. Se o conflito é constituinte, como nos diz a psicanálise, qual seu lugar na escola hoje? Como o mal-estar pode ser acolhido, ou não, pela escola?

Local: Auditório Manoel Maurício de Albuquerque, prédio do CFCH (próximo ao Cópia Café)
Campus da Praia Vermelha
Av. Pasteur, 250 – Urca
Horário: 17h
(sujeito à lotação do auditório – capacidade de 100 lugares)

Pedagogias da Imagem é um projeto coordenado pelo SeCult – Setor de Cultura, Comunicação e Divulgação Científica e Cultural da Faculdade de Educação da UFRJ, vinculado ao programa CINEAD – Cinema para Aprender e Desaprender. O projeto privilegia a relação entre cinema e pensamento, procurando instigar o público a refletir, com os filmes, sobre questões que eles suscitam e reverberam.

Entrada franca.

V Seminário do EDF

EXPERIMENTAÇÕES: RESISTÊNCIA E EDUCAÇÃO NO OLHO DO FURACÃO

Proposta

Toda pesquisa é um processo de experimentação através do qual buscamos criar novos conhecimentos acerca dos temas e questões que nos concernem e nos constituem. A palavra experiência mobiliza assim uma acepção ambígua, relacionando-se tanto à trajetória do especialista como à situação-limite, situação de perigo daquele que desconhece, que ignora.

Em nota para seu livro “Poesia como experiência”, Philipe Lacoue-Labarthe se utiliza da análise etmomlógica encetada por Roger Munier para observar que:

“Experiência vem do latim experiri, testar, tentar, provar. O radical é periri, que também pode ser encontrado em periculum, risco, perigo. A raiz indo-europeia é per, a qual está ligada às ideias de ‘travessia’ e, em segundo plano, de prova, teste. (…) A ideia de experiência como ‘travessia’ é etmologicamente e semanticamente difícil de separar da ideia de ‘risco’. Em seus primórdios e em um sentido fundamental, ‘experiência’ quer dizer expor-se ao ‘perigo’.” (Roger Munier, maio de 1972, apud Philipe Lacoue-Labarthe, Poetry as Experience, 1986 [1999]).

Sendo a Universidade o local por excelência da pesquisa, pensamos que seria conveniente lançar essa temática: a pesquisa como proposta de experiência, pesquisa como experimentação, como utilização dos saberes adquiridos, mas também como uma exposição ao perigo, o retorno a um estado de não-saber, de curiosidade, que é a base de desassossego que anima toda construção de conhecimento.

Notamos também que no termo “experimentações” encontra-se a palavra “ações”, que diz respeito ao sentido mais agudo da palavra resistência. Deste modo, ao explorar o caráter experimental próprio à educação, visa-se aqui a promoção de resistências múltiplas e criativas contra as formas de empobrecimento da vida. Assim também, por que não repensarmos as formas de avaliação? Repensar o uso de conceitos como os de fracasso escolar, aluno fraco, repetente, indisciplina, entre outros, que estigmatizam aqueles que não se encaixam nos padrões sociais hegemônicos.

As resistências aparecem com o sentido de invenção e experimentação de novos conceitos, práticas, novos espaços, outras formas de relação professor e estudante nas quais outros recortes e configurações de conhecimento possam ser explorados. Experimentações: os fazeres artísticos em todas as suas expressões, os estudos ambientais, estudos do corpo, os embates da política e o que eles podem nos oferecer tanto do ponto de vista individual como em comunidade.

O que está em causa quando falamos de pesquisa como experimentação e resistência é a questão da universidade como espaço de liberdade. Para Tim Ingold (2018), a liberdade “como qualquer outra tarefa, tem que ser executada. A liberdade é executada, na academia, nas atividades de ensino, pesquisa e estudo, e exemplificada na relação dos acadêmicos com os seus pares, com os estudantes e com a sociedade em geral. É sempre work in progress; nunca podemos desistir dela e assumir que esteja ganha.”

No V seminário do EDF, nos propomos pensar o presente da Universidade através das experimentações e invenções em curso nas pesquisas que fazemos. Algumas questões guiam a nossa proposta: que pesquisas/experimentações estamos desenvolvendo? O que está em causa nessas pesquisas? Como elas se relacionam com a ideia da Universidade como espaço de liberdade e resistência? Que riscos enfrentamos? Que práticas devemos preservar ou inventar? O que queremos reivindicar e como podemos nos organizar?

A Comissão Organizadora do V Seminário EDF 2019 apresenta o blog do evento: https://seminarioedfufrj.home.blog/

Prorrogamos o prazo de envio dos resumos para 28/07.

Incluímos regras de submissão:

Resumo entre 4000 e 6000 caracteres.
Título, nome dx(s) autor(xs) e Instituição.
Fonte Times New Roman, espaçamento duplo.

Receberemos trabalhos completos para publicação nos anais do Seminário até 01/10/2019

EXPERIMENTAÇÕES: RESISTÊNCIA E EDUCAÇÃO NO OLHO DO FURACÃO

Datas: 10, 11, 12/09/2019

Propostas por e-mail de 15/04 até 28/07

E-mail: seminarioedf2019.ufrj@gmail.com

Cordialmente,

Comissão organizadora:
Alexandre Ferreira de Mendonça
Bernardo Oliveira
Máximo Masson
Reuber Scofano
Teresa Gonçalves
Thiago Fortes Ribas

Comissão organizadora:

Andreza Berti
Bernardo Oliveira
Reuber Scofano
Teresa Gonçalves
Thiago Fortes Ribas