Arquivo da categoria: Complexo de formação de professores

Lives de julho do Complexo de Formação de Professores

 
Lives do Complexo de Formação de Professores
 
02/07 – Live com Walter Kohan (UERJ) e Martha Marandino (USP)
 
09/07 – Live com Pedro Reis (ULisboa) e Silvana Bandoli (CPII)
 
Dia 16/07 – Live com Anakeila Stauffer (EPSJV) e Mônica de Ávila Todaro (UFSJ)
 
23/07 – Live com Virgínia Fontes (USP) e Helena Vieira Dantas (escritora)
 
As lives acontecem sempre às 17h, no canal do YouTube do CFP.

Horror sanitário e fascismo “à brasileira” dissecados por Flávia Oliveira e Christian Dunker

No dia 19 de junho, a jornalista Flávia Oliveira e o psicanalista Christian Dunker participaram da live sobre o eixo temático “Mundos (Im)Possíveis, Reflexões Sobre o Nosso Presente”. Os convidados discorreram sobre a conjuntura e as possibilidades para o futuro em meio à crise que atinge o Brasil e o mundo. Confira a matéria sobre a live no site do Complexo de Formação de Professores.

CFP: Roda de conversa Educação em tempo-espaço de Covid-19

Por Livia Fátima da Conceição

Como parte do ciclo Em Tempos Inéditos, do Complexo de Formação de Professores, ocorreu no dia 16/06 a primeira Roda de Conversa intitulada “Educação em tempo-espaço de Covid-19”. A convidada foi a professora Clare Brooks, do Institute of Educacion da University College London (UCL), com coordenação da professora Ana Angelita da Rocha, da Faculdade de Educação (FE) da UFRJ. 

Também participaram da roda de conversa Maria Naíse Peixoto (IGEO – UFRJ), Carolina Viela (Colégio Pedro II – Humaitá) Maurício Oliveira (SME/RJ/CESPEB – UFRJ), Pedro Bernardes (Colégio Pedro II – Realengo) e Enio Serra (FE – UFRJ).

Reunindo professores e professoras de diferentes redes, municipal, estadual e federal, a pauta de discussão foi “Pontos de convergências e divergências em contextos de governos conservadores no Brasil e na Inglaterra”. A partir desse ponto, o debate tratou de questões como a reabertura das escolas, a saúde mental de professores e alunos, além das mudanças curriculares.

Qual o propósito real da educação?

Ao iniciar a conversa, a professora Clare Brooks abordou, brevemente, as escolhas que o governo tomou diante da pandemia e o contexto que a educação se encontra no Reino Unido, fazendo a provocação de qual seria o real propósito da educação. 

“O nosso governo fingiu, por algum tempo, que o propósito real da educação escolar é ajudar indivíduos, apoiar jovens, dar a eles as melhores oportunidades etc. O que nós aprendemos nessa crise é que o propósito real de ir para a escola é a guarda das crianças, para que os adultos possam ir trabalhar”, exclamou. A convidada relatou ainda como as escolas e os professores estão lidando com o ensino durante a pandemia e as diferenças entre a educação para as classes mais altas e para os filhos de trabalhadores. 

Nesse momento, os participantes que compõem a roda constataram a convergência dos contextos educacionais na Inglaterra e no Brasil. Foram explicitadas as desigualdades socioeconômicas presentes em ambos os países e as dificuldades encontradas por estudantes, professores e famílias para obter acesso às aulas e aos materiais online. 

Além do problema do acesso, há também a questão da qualidade dessa aula e sua efetiva funcionalidade. Para Brooks, “educação a distância só funciona se for boa e funciona melhor com as crianças mais velhas”. 

 A coordenadora da mesa, Ana Angelita, expôs como no Brasil a escola é entendida como um lugar seguro, onde a criança estará amparada e terá acesso à alimentação – já que a fome constitui um dos maiores problemas do país. 

Entretanto, segundo Carolina Viela, sem dados específicos sobre as condições dos alunos se torna mais difícil criar suportes. “Sem dados, nós não sabemos quem eles são exatamente”, explicou.

Questionada pelo professor Enio Serra sobre as iniciativas das empresas de comunicação e das plataformas de educação na pandemia, Brooks disse que um grande número delas demonstrou interesse em desenvolver e oferecer produtos inicialmente gratuitos, o que fez com que as escolas os adotassem.

Porém, com o tempo, muitas começaram a cobrar pelos serviços. Diante disso, segundo ela, as escolas e os professores se uniram para relatar quais empresas estavam visando apenas o lucro e quais estavam dando real apoio e suporte à sociedade.

Além da Roda de Conversa às terças-feiras, o ciclo Em Tempos Inéditos é um conjunto de ações virtuais que inclui depoimentos, fóruns de discussão, debates online e entrevistas.

Veja o debate completo da Roda de Conversa no nosso canal do Youtube